
Num fogo desatado de emoções escrevo as letras das canções que deixaste em mim, como se a sua melodia fosse ecoar cá dentro até eu perder os sentidos. Os espaços deixaram de ser físicos, os sons audíveis, e o mundo já não me dá a mão. E de novo o que se sente e não se vê, me obriga a acreditar verdadeiramente nas coisas que conseguimos palpar, e não no barulho do mar, no assobio de um pássaro que não se vê.
Porque o que parece existir num dia, é muitas vezes o acordar de um sonho que se deixa a meio numa noite de tempestade. São histórias que sabemos de cor, mas que reflectem páginas em branco do nosso livro, como se nunca tivessem existido. E acreditar nelas parece utópico. Uma utopia com degraus e patamares que se percorrem vezes sem conta sem nunca sairmos do mesmo sítio.
Olho para o mundo lá fora, e os ritmos alucinados das vidas afogadas, dos tropeções fugazes, fazem antever bancos de jardim onde, Inverno após Inverno, só o sol se lá senta. E como tudo está tão distante e os olhares não se cruzam. Como os sentidos não se sentem e os passos não se dão, e as pessoas falam sem se ouvirem.
E de novo acredito nas coisas que temos como certas... num lugar a beira mar onde podemos sempre voltar, num copo que cai ao chão e se estilhaça, no tempo que não volta atrás, no ponto final da vida que nos espera.
E é num fogo agarrado de emoções que percebo tudo isto e permaneço imóvel, enquanto transformo os ecos das melodias que deixaste em mim em canções audíveis a todo o mundo. Esse mundo que me vai passando ao lado em ritmos alucinantes que se constroem sem se poder voltar atrás. Esse mundo que me vê sem me ouvir, e me olha sem se cruzar comigo. Esse mundo que deixo enquanto sonho, e que vejo passar por mim sem lhe conseguir tocar... eu, sentada num banco de jardim...
Porque o que parece existir num dia, é muitas vezes o acordar de um sonho que se deixa a meio numa noite de tempestade. São histórias que sabemos de cor, mas que reflectem páginas em branco do nosso livro, como se nunca tivessem existido. E acreditar nelas parece utópico. Uma utopia com degraus e patamares que se percorrem vezes sem conta sem nunca sairmos do mesmo sítio.
Olho para o mundo lá fora, e os ritmos alucinados das vidas afogadas, dos tropeções fugazes, fazem antever bancos de jardim onde, Inverno após Inverno, só o sol se lá senta. E como tudo está tão distante e os olhares não se cruzam. Como os sentidos não se sentem e os passos não se dão, e as pessoas falam sem se ouvirem.
E de novo acredito nas coisas que temos como certas... num lugar a beira mar onde podemos sempre voltar, num copo que cai ao chão e se estilhaça, no tempo que não volta atrás, no ponto final da vida que nos espera.
E é num fogo agarrado de emoções que percebo tudo isto e permaneço imóvel, enquanto transformo os ecos das melodias que deixaste em mim em canções audíveis a todo o mundo. Esse mundo que me vai passando ao lado em ritmos alucinantes que se constroem sem se poder voltar atrás. Esse mundo que me vê sem me ouvir, e me olha sem se cruzar comigo. Esse mundo que deixo enquanto sonho, e que vejo passar por mim sem lhe conseguir tocar... eu, sentada num banco de jardim...
filipaferreira 19-03-2007
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