Thursday, 11 October 2007

refrão

Caminho sem saber caminhar,
e ao saber,
talvez nao caminhasse assim.
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Procuro, procurando, querendo encontrar,
o sonho que é a vida onde me passeio,
o banco que é onde por ela espero,
o interruptor que é a sombra onde me escondo,
o segredo de acender-lhe a luz dentro de mim.
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Acordo às vezes sem abrir os olhos,
como chocolates, junto-lhes as pratas,
visto-as a rigor, segredam borboletas,
sei-lhes o cheiro de cor...
mas não encontro a chave,
nem a resposta,
nem o som,
nem eu...
nem a mim...
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Mas danço dentro dessas quadrículas apertadas,
soam sinetas, múrmurios (sou eu a falar?!),
e procuro a saída, o destino, o fado,
o refrão deste poema sem sentido,
o fim dos círculos desfigurados que o meu corpo desenha.
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E serei eu este, aquele ou o outro?
o piano acariciado sem emitir sons,
e se procurasse emitiria o caminho,
ou caminhava como eu?!...
sem saber... E caminharia assim?!
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Mas entre as claves de sol, as teclas sonantes,
os gritos ouvidos, as terras perdidas,
as músicas cantadas entoando tormento,
os beijos roubados, as guerras travadas...
há um traço, uma curva, uma roda, ou até um ponto.
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um ponto... um ponto... dois pontos... ou um ponto?!
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Não!!!! um CAMINHO!
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filipaferreira 11-10-07

1 comment:

Anonymous said...

tinha uma musica para te mandar.