Dá-me a mão e conduz-me de olhos fechados por onde achares que é o caminho. Falta-me a destreza para saber escolhê-lo e para saber escolhê-lo bem. Já te disse que não sinto as pernas e os meus pés estão gelados. O que me provoca arrepios na mente. Iguais aos que me provocas tu quando te sinto a meu lado. Faltam-me os significados das palavras, os contextos em que as inserir. Faltam-me os fios às meadas, as meadas, os começos. O ponto de partida. Aquele pelo qual ainda procuro indo quase a meio. Mas as histórias dizem que importante é encontrá-los. Não há tempo. Não há vida. Há entretantos e memórias. Entre eles e elas quase encontro essa ponta solta que me falta.
Por isso peço-te que me guies. Guia-me por esses caminhos que achas que serão os nossos, sei que os escolherás bem. Guia-me por essas linhas que serão a nossa história, sei que a escreverás bem. Pega na minha mão e mostra-me a ponta da meada que me falta. Não a meada. A ponta. O começo. Contigo, o fim.
filipaferreira 02-12-2008
1 comment:
continuas sem dormir e a salvar o mundo,espero. Ao tempo que não vens aos baldios visitar os plebes que apreciam a sua companhia. Aparece por cá, tens cá bons amigos, 3 pelo menos.
força aí nessas lutas contra o Mal para que o Mundo seja um lugar melhor. Eu faço o mesmo,mas ando cansado já de muita coisa má.
abraço.
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