Se o rio cái tinto o vinho embriaga-se no subsolo de um beijo.
Fazemos os pilares, regamos as flores. Fechamos as portas, trancamo-nos lá dentro. Tapamos os fins, sustemos a respiração e os olhares sentem-se sem se verem.
A maresia está cá dentro, juntamente com os passeios cheios de folhas estaladiças no outono. Se o vento foge, se o tempo se esgota em degraus movediços, chega até mim o agudizar de uma lembrança sem momento. Os momentos, esses, são o bem me quer, mal me quer de uma contagem sem fim.
Se te procurar, se te encontrar e roubar ao mundo, foges comigo?!
Não quero respostas vagas. Não quero sorrisos que não rasguem tecidos nenhuns. Não preciso de poemas que rimem, nem de rendilhados de palavras. Não preciso de ti sem o sobrenome amor.
Deixei de fazer contas de cabeça quando pensei em apaixonar-me pela mísera ficção em mim. Desquadriculei as folhas e abri-lhes o significado ao meio. As minhas letras não cabem. As tuas não fluem.
Não sabes o meu nome de cor.
filipaferreira 22-11-2007
1 comment:
Filipa... tou sem palavras. Estive a ler os teus textos (afinal sempre era para estar contigo hoje à noite)e.. são fenomenais miga! Onde é q andaste este tempo todo???!!!! Tu és linda! Fenomenais mesmo! Amei!!!!
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