Não perco os momentos. Perdem-me antes eles a mim. Sou mais veloz que a sua velocidade e caminho à frente do seu futuro.
Por isso não desisto. Porque queimam em mim as cinzas que vão ficando para trás, e os passos que não ficaram por dar. Porque não perdi nada. Nunca nada até agora.
Assim me sento nesse café à hora combinada. Sem esperar nada nem ninguém. Sem medo de ler os jornais que estarão ocupados, de beber o café que chegou cheio demais. Sem medo de ninguém ocupar nenhuma das cadeiras que ficou vaga para ninguém.
E afinal sempre é como disseste que seria. O momento, que acredito ser este.
Falaste-me em liberdade. A liberdade do amor. O dia em que mergulharemos no mar e os nossos corpos não hão-de gelar. Porque a temperatura que nos une será superior.
E assim o é. Sou livre. A minha alma segue-te a cada passo que o nosso amor dá. Somos um do outro sem nos possuirmos. E por isso podemos marcar encontros sem estarmos presentes. Sinto-me livre assim. Com a certeza que estarás à hora marcada. Porque te sinto e te sei presente. Mesmo se não estás.
filipaferreira 31-08-2008
1 comment:
foi o outono. eu até já tinah saudades. escreve pa!! mostra-te!!!mete fotos tiradas por ti!!
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